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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

As mais assustadoras pontes do mundo

Todas as pontes que são construídas tem um propósito específico. Seja para servir como ponto turístico ou para resolver dificuldades da população local.
Pessoas costumam viajar para conheçer esses locais maravilhosos, que se tornam ponto de encontro de aventureiros. E você tem medo de altura? Então se prepare para encarar o seu medo, ou então você pode encontrar o local da sua próxima viajem de férias.
Vamos a partir de agora conhecer as mais diversas pontes. Sejam elas suspensas, de corda, ferrias, e em ruínas. Mas todas com algo em comum, a altura exagerada.

Aiguille du Midi Bridge, França
Não olhe para baixo. A esta altura, você vai querer manter os olhos fechados sobre o panorama dos Alpes franceses.

Felizmente, a ponte em si é curta, serve para fazer uma fuga fácil caso o visitante não se sinta bem. Mas aqueles que temem verdadeiramente a altura, provavelmente não vão nem ver a ponte de longe, para chegar aqui requer a tomada de um teleférico que sobe 9200 pés verticais em apenas 20 minutos. A ponte fica a 2.605 pés acima do nível do mar.

Royal Gorge Bridge, Colorado


Essa é a ponte suspensa mais alta da América. Ela pode ser excitante para alguns, mas aqueles quem tem medo de altura pode passar muito mal aí em cima. Concluída em 1929, a ponte não tinha estabilização contra o vento através de cabos até 1982. A ponte tem 969 metros acima do desfiladeiro, e 1.260 metros de comprimento.

Trift Ponte Suspensa, Suíça


Uma das mais longas pontes com travessia pedestre do Alpes, Trift foi construída em 2004. A substituição em 2009 deu corrimãos a elar para estabilizar os cabos e evitar que ela balançasse violentamente com o vento. Mas ela ainda dá uma adrenalina. A ponte tem 328 metros de altura, 558 metros de comprimento.

Ponte de Carrick-a-Rede, Irlanda do Norte


Em primeiro lugar, ninguém nunca caiu da ponte. No entanto, muitos visitantes que atravessam simplesmente não conseguem lidar com o retorno e tem que ir de barco. Isso é usado para ser ainda mais assustador. A ponte foi originalmente contruida por pescadores, que iam até essa ilha para pegar Salmão, e possuia apenas um corrimão. A ponte de corda se tornou popular com os turistas que procuram uma emoção a mais, a Fundação Nacional tratou de substituí-la com uma estrutura mais robusta, com dois corrimãos. A ponte possui 65 metros de comprimento, cerca de 100 metros acima das rochas abaixo.
Capilano Suspension Bridge, Canadá



Ela foi originalmente construída em 1889, esta passarela de suspenção simples, é cercada por uma floresta verde e muito alta, bastante estreita, e extremamente instável. Você pode caminhar através das pranchas de cedro seguras em cabos de aço. Se a ponte não assustá-lo, espere até a primavera de 2011, a atração Cliffhanger permitirá que os visitantes possam subir em uma série de passarelas suspensas, anexada a um precipício. Essa ponte possui 450 metros de comprimento, 230 metros de altura.
Puente de Ojuela, México

Esta ponte leva a uma cidade fantasma, mas é o piso de madeira que range que a torna assustador. A ponte está presa a cabos de aço suspensos apartir de duas torres, isso proporciona maior segurança ao visitante. Ainda assim, o aço é uma adição relativamente recente: quando o engenheiro alemão Santiago Minhguin contruiu essa ponte no séc 19 ela era feita de madeira. Ela possui 1.043 metros de comprimento, 2 metros de largura, e está localizada a 360 metros acima de um desfiladeiro.
Hussaini ponte suspensa, no Paquistão (Conteúdo corrigido)


A ponte suspensa de Hussaini (Hussaini Hanging Bridge), no Paquistão, é considerada a ponte mais perigosa do mundo.
A ponte fica na aldeia de Hussaini no norte do Paquistão, atravessando o rio Hunza.De todas essa é a ponte mais assustadora e perigosa. Nela existem grandes espaços entre as pranchas, um balançado selvagem que a leva de um lado para o outro. Conhecida internacionalmente pelos turistas mais aventureiros, a ponte de cordas, é uma das atrações turísticas do Paquistão.O mais curioso é que esta ponte ainda esta em uso! e não só continua sendo usadas pelos habitantes dos pequenos vilarejos, como também é o único meio deles alcançarem as cidades maiores do norte do país.

A ideia de usar Bomba Nuclear para salvar a Terra de um asteróide está de volta

Quem nunca assistiu o filme Armageddon a qual os heróis salvam a Terra utilizando uma bomba nuclear para explodir um asteroide que está em rota de colisão com a Terra.

É de consenso da humanidade que a colisão de um asteroide há  milhões de anos atrás acabou com a era dos dinossauros. 

Mas hoje existiria alguma solução tecnológica para impedir a colisão de um asteroide à Terra?

Existem várias ideias na mesa, mas todas delas depende de quanto tempo a ameaça tem para colidir com a Terra.

Um novo estudo injetou animo na comunidade cientifica para uma velha ideia de utilizar uma bomba atômica para destruir o asteroide. O autor do novo estudo que animou a comunidade científica é o pesquisador Bob Weaver do Laboratório Nacional do Novo México.

A pesquisa dele desenvolveu sofisticados algoritmos para modelar o que exatamente aconteceria se tal explosão ocorresse em um asteroide. O que se tinha até hoje eram meras discussões do que possivelmente poderia ocorrer.

Em estudos preliminares pesquisadores modelaram como seria uma explosão nuclear em um asteroide completamente sólido com 500 metros de comprimento. O resultado foi animador a explosão levaria o asteroide a se partir em partículas tão pequenas que não causariam nenhum dano serio a Terra. E algumas desses fragmentos seriam acelerados para longe da Terra.

No decorrer do tempo o time atualizou o algoritmo pois assumir que um asteroide é completamente sólido não é muito realístico.  Já é sabido que os asteroides são porosos, sendo assim esse novo estudo propôs as mesmas dimensões para o asteroide só que agora levou em consideração que o asteroide tem 25% de porosidade, e foi atacado com uma bomba de 500-kiloton isso é 20 a 30 vezes mais potente que as bombas usadas pelo EUA contra o Japão na segunda guerra. 

O resultado novamente foi animador, o que iria restar do asteroides são pequenos fragmentos que não causaria nenhum dano a Terra.

Obstáculos para tal missão


Hoje provavelmente a humanidade tenha a tecnologia para proteger a Terra de um impacto como esse, mas a sérios entraves políticos que podem impedir o desenvolvimento de uma missão desse gênero. Primeiro a bomba nuclear nunca foi vista como algo amigável pela humanidade, e vários países podem alegar que tal desenvolvimento é para desenvolver o país militarmente.

Será que compensa investir nessa tecnologia para proteger a humanidade?
 
fontes: blog  tecnologia espacial

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Apollo 11: Conheça os experimentos feitos pelos astronautas

Logo após desembarcarem pela primeira vez na Lua os astronautas da Apollo 11 coletaram diversas rochas e realizaram três importantes experimentos que ajudaram a compreender um pouco mais sobre a dinâmica do nosso satélite. Dos experimentos, um retornou à Terra com a Apollo 11, mas os outros dois ainda permanecem na Lua.
O primeiro experimento tinha a função de coletar as partículas do vento solar que atingem a superfície da Lua sem a influência da atmosfera. Chamado SWCE (Solar Wind Composition Experiment), o instrumento consistia de uma folha de alumínio de 1.4 x 0.3 metros apontada para o Sol, presa a uma espécie de mastro que lembrava uma bandeira.

Apollo 11
 
Desenvolvido pela Universidade de Berna, na Suíça, o experimento foi fixado no solo lunar pelo astronauta Buzz Aldrin e permaneceu exposto ao vento solar por 77 minutos com o objetivo de capturar as partículas irradiadas pela estrela. Após o término do experimento Aldrin recolheu o equipamento e o embarcou de volta ao Módulo Lunar.

As partículas coletadas pelo SWCE permitiram à equipe do cientista Johannes Geiss, ligado à Fundação Nacional de Ciências, da Suíça, analisar a composição química das partículas e resolver algumas teorias sobre a origem do Sistema Solar, das atmosferas planetárias e dinâmica das partículas de alta energia emanadas pelo Sol.

O SWCE foi o único experimento não americano a ser embarcado junto ao Módulo Lunar e também foi o único a fazer parte de todas as missões Apollo.

Um dos feitos memoráveis de Geiss foi ter conseguido convencer a Nasa a desenrolar o experimento antes da bandeira americana, de modo a maximizar o tempo de exposição da folha de alumínio. Até hoje Geiss brinca com o fato, dizendo que a primeira bandeira a ser fincada na superfície da Lua não foi dos EUA e sim da Suíça.

Anos mais tarde Geiss comandou a missão Giotto de encontro ao cometa Halley  em 1986 e foi o principal cientista da missão Ulysses, da Nasa e ESA na década de 1990.


Sismômetro Passivo
O segundo instrumento a ser instalado na superfície da Lua foi o sismômetro passivo chamado PSE (Passive seismometer Experiment), que tinha o objetivo de estudar a propagação das ondas sísmicas e fornecer mais detalhes ainda não conhecidos sobre a estrutura interna do nosso satélite.
Apollo 11
 
O instrumento também foi instalado por Buzz Aldrin, que levou um tempo considerável para nivelar o equipamento, que teimava em tombar devido ao peso dos painéis solares. Depois de instalado, o PSE funcionou durante três semanas e nesse período enviou aos geólogos na Terra as primeiras informações sobre a sismologia lunar.

Nas missões seguintes uma rede de equipamentos similares foi montada e até 1977 gerou importantes dados de deslocamento do solo, entre eles a localização precisa das fontes sísmicas e da energia gerada pelo impacto de meteoritos e atenuação na propagação das ondas devido a fraturas existentes na crosta lunar.


Refletor de Raios Laser
De todos os experimentos da missão Apollo 11, talvez o refletor de raios laser seja o mais conhecido pelo público.
Apollo 11
 
Chamado LRRR (Laser Ranging Retroreflector), o experimento consiste em uma série de pequenos refletores formado por espelhos capazes de refletir um feixe de laser para a mesma direção de onde foi emitido. O feixe é normalmente disparado por observatórios, que captam o feixe e medem o ângulo e tempo de reflexão, possibilitando conhecer com precisão a distância entre a Terra e a Lua.

O LRRR é o único experimento da missão Apollo 11 que ainda está em uso. Até 1985 as principais pesquisas eram conduzidas pelo observatório McDonald, no Texas, através de um telescópio de 2.7 metros de abertura, mas outros institutos também passaram a usar o refletor lunar, entre eles alguns observatórios no Havaí, Califórnia, França, Austrália e Alemanha.


Fotos: No topo, coletor de vento solar, desenvolvido pela Universidade de Berna, na Suíça. Na sequência o experimento do sismômetro passivo e o refletor de raios laser. Todas as fotos foram feitas por Neil Armstrong, no dia 21 de julho de 1969, logo após o pouso na Lua. Crédito: Nasa.

fontes: link irado

Recorde mundial de solução do cubo mágico


Quem aqui nunca tentou resolver aquele cubo multicolorido? Alguns até conseguiram, claro, mas em quanto tempo? Dias, meses, anos?

No último 13 de novembro, dia do Cubo de Rubik na Austrália, o adolescente Feliks Zemdegs bateu o recorde mundial ao resolvê-lo em apenas 6,77 SEGUNDOS! Aham, segundos.

Feliks tem 15 anos, é australiano e comprou seu primeiro cubo há apenas 2 anos, inspirado pelos tutoriais disponiveis no YouTube.  

fontes: site link irado.

Constantino Menezes de Barros (Matemático brasileiro ) 1931 - 1983

Matemático brasileiro nascido na cidade de Óbidos, Pará, um dos talentosos matemáticos brasileiros do século XX. Filho de Guilherme Menezes de Barros e Elvira Menezes de Barros, graduou-se no bacharelado em Matemática pela Faculdade Nacional de Filosofia-FNFi, da Universidade do Brasil (1952-1957). Devido sua ativa participação na política estudantil, teve grandes dificuldades em obter do CNPq uma bolsa de estudos para realizar seu doutoramento no exterior, só a conseguindo (1964), graças à intervenção do matemático francês e seu professor no IMPA (1957), Georges Reeb. Recebeu seu Docteur ès Sciences da Faculté de Sciences, Université de Paris, França, sob a orientação do matemático Charles Ehresmann (1905-1979), um dos membros do grupo Bourbaki, realizado em apenas 18 meses (1964-1965), ao defender a tese intitulada: Espaces infinitesimaux, Une extension du calcul différentiel extérieur d’Élie Cartan et du calcul différentiel absolu de Ricci. Tornou-se Professor Assistente de Ensino Superior, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade Federal Fluminense-UFF, em Niterói (1958) onde permaneceu por nove anos. Em seguida foi Professor de Disciplina Autônoma, do Instituto de Matemática da Universidade Federal Fluminense (1967-1970), até ser aprovado em concurso público para o cargo de Professor Titular da UFF, ali permanecendo os próximos cinco anos. Foi chefe de Pesquisas do CNPq (1968-1975) e Pesquisador Titular 1 do Instituto de Matemática da UFRJ (1975-1983), onde exerceu suas atividades de magistério na graduação e na pós-graduação. Participou com apresentação de trabalhos, em vários congressos internacionais, entre eles o Congresso Internacional de Matemáticos, em Moscou, Rússia (1966) e o de Nice, França (1970) e foi Professor Visitante na Universidade de Paris (1965) e Pesquisador Associado em várias universidades do exterior como no Instituto Henri Poincaré e na Universidade de Stanford. Foi membro do Comitê Editorial da Revista Colombiana de Matemáticas, uma publicação da Sociedad Colombiana de Matemáticas e passou a ser revisor para a revista Zentralblatt für Mathematik e para a revista Mathematical Reviews (1966) até seu falecimento. Casado com Suely Coutinho de Barros, faleceu na cidade do Rio de Janeiro, com pouco mais de 51 anos de idade. Publicou trinta e sete trabalhos originais de pesquisa em periódicos especializados e realizou, a convite, 44 conferências.
fontes: site netsaber

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

HISTORIA DO IMPA

O IMPA foi a primeira unidade de pesquisa criada pelo Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq), somente um ano após a própria criação, em 1951, desta agência de fomento e pesquisa fundamental para o Brasil. Teve sempre caráter nacional e foi sempre voltado para o estímulo à pesquisa científica em matemática e à formação de novos pesquisadores, bem como para a difusão e o aprimoramento da cultura matemática no país. Essas atividades, estreitamente relacionadas entre si, visam promover o conhecimento matemático, fundamental para o desenvolvimento das ciências e da tecnologia em geral, o que por sua vez é essencial para o progresso econômico e social da Nação.
Inicialmente o IMPA ocupou uma sala do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), na Praia Vermelha, Rio de Janeiro. Além de seu diretor, Lélio Gama, faziam parte de seu quadro de pesquisadores, Leopoldo Nachbin e Maurício Peixoto, um grupo diminuto mas ilustre.
Seu prestígio acadêmico consolidou-se a partir de 1957, quando iniciou-se a realização dos Colóquios Brasileiros de Matemática, que acontecem a cada dois anos e de cerca de 50 participantes inicialmente, reune hoje mais de 1200 matemáticos. Naquele ano, o IMPA mudou-se para a Rua São Clemente, em Botafogo, e Elon Lima e Paulo Ribenboim passaram a integrar seu grupo de pesquisadores. A atuação do Instituto centrava-se na formação de pesquisadores e docentes mesmo sem ter um programa formal de pós-graduação, e no estímulo ao desenvolvimento de outros centros de pesquisa matemática no país. O intercâmbio científico com o estrangeiro era também muito estimulado. Sua biblioteca contou desde o início com coleções de periódicos de muito bom nível: hoje é considerada verdadeiramente excelente em padrões internacionais.
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Antiga sede do IMPA em Botafogo
Em 1957, o IMPA mudou-se para a Rua São Clemente 265, em Botafogo. O Instituto ocupou esse prédio durante dez anos.

Em 1962 iniciaram-se os programas de mestrado e doutorado em matemática mediante convênio com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que concedia oficialmente os títulos de mestre e doutor.
Nesta época, os recursos disponíveis eram exíguos e o IMPA mantinha um número reduzido de pesquisadores. Este cenário alterou-se notavelmente a partir de 1967, quando recebeu grande apoio financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE, atualmente BNDES). Pouco antes, a partir de 1966, Lindolpho de Carvalho Dias tornou-se seu diretor, em substituição a Lélio Gama, cargo que ocupou até 1969 e também de 1971 a 1979 e de 1980 a 1989. Elon Lages Lima foi seu diretor em várias ocasiões: de 1969 a 1971, de 1979 a 1980 e de 1989 a 1993. No período de 1993 a 2003, a direção foi exercida por Jacob Palis e a partir de setembro de 2003 por César Camacho.

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Antiga sede do IMPA no Centro
Em 1967 o IMPA mudou-se para a Rua Luís de Camões 53, um prédio histórico no centro do Rio de Janeiro (atualmente sede do Centro Cultural Hélio Oiticica), ficando aí até 1981.

Já em 1968 o IMPA, com apoio do BNDES e posteriormente da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), além do próprio CNPq, ampliou seus quadros com matemáticos brasileiros em atividade no exterior ou doutorando-se nas melhores instituições estrangeiras. A partir de 1970 estabeleceu programas regulares de mestrado e doutorado, com uma grande expansão de suas atividades de pesquisa e formação de pesquisadores. Sem diminuir a importância do papel inicial de seus fundadores, esta nova e fundamental etapa deveu-se ao trabalho de novas gerações de matemáticos.
De fato, as mudanças institucionais realizadas no CNPq na década de 70 permitiram que o IMPA desse um salto qualitativo e ampliasse suas atividades, pela oportunidade de contratação de um quadro fixo de pesquisadores. Até então seus pesquisadores ou eram mantidos por bolsas de estudo, ou tinham posições em outras instituições, brasileiras ou estrangeiras. Isto permitiu a expansão e diversificação das linhas de pesquisa e, conseqüentemente, de formação de jovens pesquisadores.
Os programas de mestrado e doutorado passaram a ter caráter regular, sendo o IMPA a primeira instituição em matemática a ter, a partir de 1971, mandato do Conselho Federal de Educação para outorgar os graus de mestre e doutor. Desde então, tem merecido sempre menção máxima junto à Comissão de Aperfeiçoamento de Pessoal (CAPES). O conceito de que goza o IMPA nacional e internacionalmente resulta da qualidade de sua pesquisa científica e de seu papel na formação de novos pesquisadores: mais de 230 doutores e 450 mestres, até o momento.
A partir de 1970 estabeleceu novas áreas de atuação como Geometria Algébrica e Diferencial, Probabilidade e Estatística, Pesquisa Operacional e Economia Matemática. Até então as atividades concentravam-se basicamente em Sistemas Dinâmicos e Topologia Diferencial. Mais tarde consolidar-se-iam as áreas de Equações Diferenciais Parciais, Dinâmica dos Fluídos e Computação Gráfica.

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Atual sede do IMPA no Jardim Botânico
Em 1979 iniciou-se a construção da sede própria do IMPA localizada na Estrada Dona Castorina, 110 no Jardim Botânico. Essa sede foi inaugurada em 1981.

Um marco importante na consolidação do IMPA foi a construção de sua sede própria, no Horto Florestal, Jardim Botânico, inaugurada em julho de 1981, com um Simpósio Internacional de Sistemas Dinâmicos, além da presença de vários matemáticos de outras áreas. A consolidação do quadro científico prosseguiu, elevando-se ao longo desta década a 32 pesquisadores, todos com doutorado.
Desde o início de suas atividades, o ensino de matemática no IMPA esteve sempre associado à pesquisa, e orientou-se no sentido de apoiar as instituições universitárias nacionais, e mais tarde, latino-americanas, a desenvolver elas próprias tais atividades em alto nível. Tiveram importância fundamental, além dos programas de formação de pesquisadores (mestrado e doutorado), o fomento ao intercâmbio de pesquisadores, inclusive com o estrangeiro, e realização de reuniões científicas e do Colóquio Brasileiro de Matemática, bem como os Programas de Pós-Doutorado e Pós-Graduação de Verão.
O Pós-Doutorado inclui atividades de longa duração (1 a 2 anos), e também de curta duração (1 a 3 meses), estes geralmente tendo lugar durante o Pós-Doutorado de Verão. Oferece sempre várias atividades avançadas de pesquisa. O IMPA recebe anualmente uma média de 70 professores para estágios de pós-doutorado. Muitos trabalhos de pesquisa em conjunto têm sido feitos em co-autoria por professores de universidades geograficamente afastadas, graças aos contatos efetivados durante o Programa de Verão. Além desses, mais de 100 estudantes, de graduação e pós-graduação, provenientes de universidades de quase todos os Estados brasileiros, assistem a cursos de matemática dentro do Programa de Pós-Graduação de Verão do Instituto.
Há vários anos o IMPA tem oferecido cursos de reciclagem de professores do Secundário. Tal atividade vem crescendo de importância e está sendo agora incorporada à programação regular. Há mais tempo ainda tem dado amplo apoio à Sociedade Brasileira de Matemática, em particular a seu programa de Olimpíadas de Matemática, tanto em âmbito nacional como em termos da participação do Brasil nas competições internacionais.
Apesar da crise das instituições nacionais nos anos 80 e início dos anos 90, o IMPA encontra-se hoje em plena atividade de pesquisa e formação de pesquisadores, contando com 35 pesquisadores. Como referido acima, as pesquisas atualmente desenvolvidas no IMPA abrangem as áreas de Álgebra e Geometria Algébrica, Análise - Equações Diferenciais Parciais e Dinâmica dos Fluidos, Computação Gráfica, Economia Matemática, Geometria Diferencial, Pesquisa Operacional e Otimização, Probabilidade e Sistemas Dinâmicos. Seus alunos de doutorado são oriundos de mais de uma dezena de países da América Latina e da Europa. Foi designado como Centro de Excelência para o Pós-Doutorado, em nível internacional, pela Third World Academy of Sciences (TWAS). É sede permanente da Sociedade Brasileira de Matemática, criada em 1969, e da União Internacional de Matemática, de 1990 a 1998, o que ocorre pela primeira vez fora dos países da Europa Ocidental e América do Norte.
Outra atividade fundamental que brotou no IMPA a partir das atividades de pesquisa e de formação de recursos humanos foi a publicação de material didático. Diversas séries de publicações do IMPA são utilizadas pelas universidades como referência bibliográfica em seus cursos de pós-graduação, e mesmo de graduação. Isto é particularmente verdadeiro para os livros do Projeto Euclides e da Coleção Matemática Universitária. A existência de uma literatura matemática brasileira, além de facilitar a tarefa de aprendizagem, constitui um estímulo às jovens vocações de pesquisadores. O IMPA lançou também, em colaboração com a Fundação Vitae, uma coleção de livros para professores de matemática do 2º grau, em apoio a seu programa de reciclagem de professores do Secundário.
Os pesquisadores do IMPA têm merecido inúmeros prêmios de âmbito nacional e internacional, como os prêmios Moinho Santista, Nacional de Ciência e Tecnologia Almirante Álvaro Alberto, Interamericano de Ciência Bernardo Houssay, Third World Academy of Sciences e Anísio Teixeira. Muitos deles são membros da Academia Brasileira de Ciências e possuem graus honoríficos de universidades. Por outro lado, mais de noventa por cento deles desfrutam de bolsas de pesquisa do CNPq.
Tudo isto faz com que o IMPA seja considerado hoje o instituto de matemática de maior prestígio na América Latina e de padrão científico semelhante às melhores instituições dos países desenvolvidos. Em 1994, a Comissão do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) que avaliou seus institutos concluiu que "a excelência do IMPA faz dele um modelo do que deve ser um instituto nacional de pesquisa básica e a ele devem ser proporcionadas as condições que lhe permitam preservar esta excelência".

FONTES: Site do Impa

Década 2001-2010 foi a mais quente da história, diz OMM




A Organização Mundial de Meteorologia (OMM) alertou nesta quinta-feira que a década 2001-2010 "marcou um novo recorde" como a mais quente na história do mundo, explicou o secretário-geral da entidade, Michel Jarraud.

O alto funcionário assinalou também que 2010, "com quase certeza", à espera de resultados definitivos de dezembro, que serão medidos em fevereiro, pode ter sido o ano mais quente da história da humanidade, na frente de 1998 e 2005, de acordo com as medições da OMM. "Há certamente um aquecimento (global) significativo. Isso é indiscutível", manifestou.

A declaração foi feita por Michel Jarraud em entrevista coletiva durante a 16ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP-16), que acontece até o próximo dia 10 em Cancún (México).

Jarraud assinalou que atualmente, considerando o período de janeiro a outubro, a temperatura terrestre, da atmosfera e do mar em 2010 está 0,55 grau centígrado superior à média do período entre 1961 e 1990. Anteriormente, em 1998, o registro foi 0,53 grau superior à média, e em 2005, 0,52 grau.

Segundo o analista, "se nada for feito, a curva (de altas temperaturas superiores à média) seguirá subindo e subindo" e é provável que, no futuro, 2010 chegue inclusive a ser "um dos anos mais frescos" em comparação aos que virão. Na década atual, que está prestes a terminar, a temperatura foi 0,46 grau centígrado superior à da média de 1961-1990.

As maiores anomalias do ano ocorreram em duas regiões do planeta: a do Canadá e Groenlândia; e a metade norte da África e sul da Ásia, uma área que se estende até a metade ocidental da China.

As temperaturas da superfície marinha estiveram abaixo do normal na maior parte da metade leste do Oceano Pacífico, como resultado do fenômeno "La Niña", mas foram superiores ao normal nos oceanos Índico e Atlântico.

Das 23 regiões em que a OMM divide o globo, em sete houve registros superiores, indicou Jarraud. Segundo ele, a única que não registrou altas nas temperaturas foi o norte da Austrália.

Paradoxalmente, embora tenha havido ondas de frio nas zonas mais habitadas dos Estados Unidos e Europa, onde vivem 60%-70% da população dessas regiões, tomando as temperaturas globais estas foram superiores.

Como fenômenos mais chamativos, ele destacou a onda de calor na Rússia, que esteve 7,6 graus centígrados acima dos níveis médios, que considerou relacionada às "precipitações excepcionais no Paquistão", que deixou "as piores inundações da história" na região norte, próxima a Peshawar. O secretário-geral da OMM também fez um alerta sobre as secas registradas na Bacia Amazônica, no Brasil, e no sudoeste da China.

Quanto a fenômenos extremos, os ciclones e furacões estiveram em 2010 "abaixo do normal" no Pacífico, embora no Atlântico sua atividade tenha sido maior.

Uma preocupação particular do analista foi a das calotas polares do Ártico, que continuam derretendo em níveis alarmantes no verão. Os dados do relatório da OMM serão proporcionados ao Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) para que os especialistas do grupo o
s levem em consideração para as discussões sobre mudança climática na ONU. 

fontes:loco mundo